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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Poema do mês -. janeiro


Poema do mês




Ao acordar
em vez de ouvir os pássaros a cantar,
ouço bombas a rebentar,
crianças a gritar!

Quero ver a luz do dia,
sentir a brisa,
mas apenas tenho a agonia,
a tristeza de uma cidade perdida…

A minha vida está consumida
por uma angústia despida
pois nunca poderei ver
os meus filhos crescer!

Esta guerra tem de acabar,
algo tem de mudar!
tantas pessoas desfaleceram,
tantas cidades desmoronaram,
e tudo isto para quê?


  
Carolina Gonçalves e Matilde Guerra, 12º D 


Palavra da quinzena

Palavra da quinzena


SUCUMBIR

 ( Do latim succumbere)

. verbo transitivo
cair sob o peso de, dobrar-se

. verbo transitivo e intransitivo
ser vencido, ser derrotado; ceder, não resistir

. verbo intransitivo
1.
perder a coragem
2.
deixar de existir; desaparecer
3.
Morrer





sucumbir in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-01-03 14:06:17]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/sucumbir

Livro do mês - janeiro


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Filmes e mensagens


Encontro com o escritor João Pinto Coelho

No dia 5 de dezembro recebemos o vencedor do prémio Leya deste ano, João Pinto Coelho, que nos veio falar do seu primeiro livro Perguntem a Sarah Gross





Palavra da quinzena

Palavra da quinzena


EXAURIR

verbo transitivo ( Do latim exhaurire)

1.
esgotar completamente; consumir
2.
esvaziar
3.
desperdiçar
4.
depauperar


Poema do mês de dezembro

Poema do mês
Revoltar-me?
Para quê?
Tudo o que recebo são represálias,
não posso falar,
não posso agir,
não posso fugir,
não posso viver.

Revoltar-me, para quê?
A vida escapa-me entre os dedos
como o fim da tarde pelas persianas
O sol? Vejo-o, mas não lhe toco.
O horizonte? Vejo-o mas não o atinjo.
Futuro? Não o vejo, nem o sinto.

Como numa depressão, sinto-me fechado,
sozinho, entre outros, mas sozinho.
A minha revolta é única. Só eu a sinto.
Tristeza, desgraça a minha.
Pedir, nunca pedi. Só peço pela liberdade
que não me é concedida.

Injustiça rodeia-me!
Porque sou assim?
Porque estou assim?
O direito tem-me mas eu, a ele, não o tenho…
Sou de todos menos de mim mesmo.
Oprimido e controlado me sinto.
Todos me controlam, mas não me controlo a mim…

Fugir? Sim!
Como? Desconheço…
Não posso agir,
não posso fugir, não posso viver.
Revoltar-me, para quê?


Inês Vilhena, 12º D, nº 15